Embalagem e textura de Colorífico (Colorau) Granuz em destaque, imagem de destaque do artigo Colorau (Colorífico)

Colorau (Colorífico): Proporções e 7 Receitas com Cor

Tempo de leitura: 13 minutos.

Cinco e meia da manhã numa casa de Santa Inês, no interior do Maranhão, e a primeira coisa que a dona da casa faz é derreter um dedo de banha numa panela de ferro e jogar ali duas colheres de um pó vermelho tirado de um vidro de maionese reaproveitado. Em quinze segundos a gordura fica cor de telha e a cozinha inteira cheira a algo entre milho torrado e terra molhada. Aquele óleo colorido vai temperar o arroz do almoço, o frango do jantar e o feijão do dia seguinte. Ninguém naquela casa chama o produto de corante: chama de colorau, e trata como base, não como enfeite.

Colorífico e colorau são o mesmo produto: semente de urucum moída e misturada a fubá ou farinha de milho, às vezes com sal e óleo. A cor vem da bixina, um pigmento que se dissolve em gordura e quase não se dissolve em água — e é essa única característica que decide se o seu colorau vai colorir a comida ou boiar em pontinhos vermelhos na superfície do caldo. Este guia traz a proporção por quilo e por litro, o momento exato de jogar o pó na panela, sete receitas completas em que o colorau é estrutura e não maquiagem, os erros que deixam gosto de fubá cru e como guardar o pote para a cor não desbotar em dois meses.

Resposta rápida

Como usar colorau na comida? Dissolva o colorau em gordura quente, nunca em água: use 8 g (1 colher de sopa rasa) por quilo de carne ou 3 g por 2 xícaras de arroz cru, jogando o pó no óleo por 20 a 30 segundos em fogo médio antes de acrescentar os demais ingredientes. Acima de 40 segundos o fubá queima e amarga.

Como usar no dia a dia

O colorau tem duas partes com comportamentos opostos. A bixina do urucum é lipossolúvel: precisa de óleo, banha, manteiga ou da própria gordura da carne para soltar cor. O fubá que serve de veículo é amiláceo: precisa de calor úmido e alguns minutos de cozimento para perder o gosto de farinha crua. Junte as duas exigências e você tem a regra prática da casa: o colorau entra cedo, na gordura, e depois cozinha junto com o resto do prato por pelo menos 10 minutos.

Quem joga o pó na água fervendo do arroz vê exatamente o contrário: pontinhos vermelhos suspensos, grão branco e um leve gosto de milho cru no fundo. Quem joga o pó no óleo fumegando vê a cor escurecer para marrom em poucos segundos e a panela devolver um amargor que nenhum sal corrige. O intervalo útil é estreito e fácil de acertar: gordura em fogo médio, pó dentro, mexa 20 a 30 segundos, e siga a receita.

Proporções que funcionam:

  • Arroz de panela: 3 g (1 colher de chá rasa) para 2 xícaras de arroz cru, no refogado.
  • Carnes ensopadas e de panela: 8 g por quilo de carne crua.
  • Frango em pedaços: 6 g por quilo, já que a pele absorve cor mais rápido que a carne bovina.
  • Caldos e sopas: 4 g por litro de líquido, sempre pelo refogado inicial.
  • Farofa: 5 g para 300 g de farinha, dissolvido na manteiga antes da farinha entrar.
  • Carne moída e recheios: 5 g por quilo.
  • Óleo de colorau (base pronta): 20 g para 200 ml de óleo, coado depois de frio.
  • Massa de salgados e bolinhos: 3 g por quilo de massa, só pela cor.

Com o que ele combina: banha, manteiga, azeite de dendê, cebola, alho, cominho, pimenta-do-reino, tomate, coentro, mandioca, milho, frango, carne de porco e peixes de caldo. Com o que ele briga: nada em especial, porque o sabor é discreto — a briga é com o excesso. Passando de 12 g por quilo, o fubá começa a aparecer no fundo do prato como areia fina e deixa o caldo pastoso. Se o que você quer é ardência, colorau não faz isso: quem faz é a páprica picante, e a confusão entre os três pós vermelhos está explicada no comparativo entre colorau, açafrão e cúrcuma.

7 receitas com colorau

Óleo de Colorau da Despensa

Rende 200 ml, o suficiente para umas 15 refeições. 10 minutos.

  • 200 ml de óleo de soja ou milho
  • 20 g de colorífico (colorau)
  • 2 dentes de alho amassados com a casca
  • 1 folha de louro
  1. Aqueça o óleo em fogo baixo com o alho e o louro por 4 minutos. O óleo deve chegar a ficar aromático, mas nunca fumegar: acima de 180 °C a bixina degrada e a cor vira marrom.
  2. Desligue o fogo e só então acrescente o colorau, mexendo. O calor residual da panela é suficiente para extrair a cor sem torrar o fubá.
  3. Deixe descansar 15 minutos e coe em peneira fina. O que fica retido é fubá; o que passa é gordura colorida, sem resíduo para assentar no prato.
  4. Guarde em vidro escuro, fora da geladeira, por até 30 dias. A partir de uma colher desse óleo, qualquer refogado começa colorido — e é assim que restaurante popular ganha tempo.

Arroz de Colorau com Calabresa

Rende 4 porções. 30 minutos.

  • 2 xícaras de arroz agulhinha lavado e escorrido
  • 3 g de colorau
  • 200 g de linguiça calabresa em rodelas
  • 1 cebola pequena picada
  • 3 colheres de sopa de óleo
  • 4 xícaras de água quente
  • Sal a gosto
  1. Frite a calabresa no óleo até dourar e retire, deixando a gordura. A gordura da linguiça já é o meio de extração da cor: você não precisa de mais óleo.
  2. Refogue a cebola nessa gordura por 3 minutos e abaixe o fogo. Cebola dourada demais escurece o arroz e disputa com o urucum.
  3. Junte o colorau e mexa por 25 segundos. A gordura vira laranja-escuro. Passou de 40 segundos e ficou marrom, recomece: o amargor não sai.
  4. Acrescente o arroz e refogue 2 minutos, envolvendo grão por grão. É aqui que a cor gruda no amido externo do arroz e não solta mais na água.
  5. Adicione a água quente e o sal, cozinhe tampado por 15 minutos em fogo baixo. Devolva a calabresa nos últimos 3 minutos, para ela não perder a crocância.

Frango Caipira Ensopado no Colorau

Rende 6 porções. 1 hora e 20 minutos.

  • 1,5 kg de frango caipira em pedaços
  • 9 g de colorau
  • 4 colheres de sopa de banha ou óleo
  • 2 cebolas em meia-lua
  • 4 dentes de alho
  • 2 tomates sem semente
  • 1 colher de chá de pimenta do reino em pó
  • 600 ml de água quente
  1. Tempere o frango com sal, alho e pimenta e deixe 30 minutos. Frango caipira tem fibra mais densa e precisa desse tempo para o sal atravessar.
  2. Doure os pedaços na banha em panela larga, sem amontoar. Panela cheia solta água e cozinha em vez de dourar; faça em duas levas.
  3. Retire o frango, junte a cebola e, quando murchar, o colorau. Trinta segundos de pó na gordura e o fundo da panela fica cor de tijolo.
  4. Devolva o frango, acrescente o tomate e a água quente. Água fria em panela quente endurece a fibra da carne de imediato.
  5. Cozinhe tampado por 50 minutos, mexendo de vez em quando. O caldo engrossa sozinho com o fubá do colorau e a gelatina do frango caipira.
  6. Prove o sal só no final. A redução concentra tudo, e o que estava certo aos 20 minutos fica salgado aos 50.

Peixe Ensopado com Colorau e Leite de Coco

Rende 4 porções. 35 minutos.

  • 800 g de posta de peixe firme (cação, badejo ou pescada)
  • 6 g de colorau
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 pimentão vermelho em tiras
  • 1 cebola em rodelas
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • Suco de 1 limão
  • Coentro picado
  1. Tempere as postas com limão e sal e deixe 15 minutos na geladeira. O ácido firma a superfície do peixe e evita que ele se desfaça no caldo.
  2. Aqueça o azeite, junte o colorau e mexa 20 segundos. No azeite a extração é ainda mais rápida, porque ele já é gordura líquida em temperatura ambiente.
  3. Faça uma cama de cebola e pimentão na panela e acomode o peixe por cima. O peixe cozinha no vapor dos legumes, sem encostar no fundo quente.
  4. Despeje o leite de coco, tampe e cozinhe 12 minutos em fogo baixo. Leite de coco não pode ferver forte: separa e vira uma camada oleosa por cima.
  5. Salpique coentro fora do fogo e sirva com farinha. Nunca mexa o ensopado com colher: sacuda a panela pelas alças para não quebrar as postas.

Farofa Amarela de Colorau

Rende 8 porções de acompanhamento. 15 minutos.

  • 300 g de farinha de mandioca torrada
  • 5 g de colorau
  • 100 g de manteiga
  • 1 cebola picada bem fina
  • 100 g de bacon em cubinhos, opcional
  • Sal e cheiro-verde
  1. Frite o bacon em fogo médio até soltar toda a gordura. Essa gordura é o segundo veículo de cor da receita, além da manteiga.
  2. Junte a manteiga e a cebola e refogue 4 minutos. A cebola precisa ficar translúcida antes do pó entrar, senão fica crua no meio da farofa.
  3. Acrescente o colorau e mexa 20 segundos em fogo baixo. Manteiga queima mais rápido que óleo, então aqui o relógio é ainda mais curto.
  4. Adicione a farinha aos poucos, mexendo sem parar por 5 minutos. Aos poucos é literal: farinha jogada de uma vez absorve toda a gordura de imediato e deixa parte seca.
  5. Acerte o sal e finalize com cheiro-verde fora do fogo. A farofa continua tostando com o calor da panela mesmo desligada.

Carne Moída Amarela para Recheios

Rende 1 kg de recheio, suficiente para 40 salgados. 25 minutos.

  • 1 kg de carne moída (patinho ou acém)
  • 5 g de colorau
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 1 cebola grande picada
  • 1 colher de sopa de alho em pó
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  1. Aqueça o óleo, junte o colorau por 20 segundos e depois a cebola. Invertendo a ordem, a água da cebola impede a bixina de sair do pó.
  2. Acrescente a carne e deixe soltar toda a água antes de mexer muito. Carne moída mexida cedo demais cozinha no próprio líquido e fica cinza e granulada.
  3. Espere a água evaporar e a carne começar a fritar na gordura. Esse é o ponto em que ela pega a cor do colorau de verdade, uns 8 minutos depois.
  4. Junte o alho em pó e o cominho e cozinhe mais 3 minutos. Especiaria em pó entra no fim para não queimar no fundo seco da panela.
  5. Polvilhe a farinha de trigo, mexa 2 minutos e desligue. A farinha segura a umidade e evita que o recheio molhe a massa do salgado por dentro.
  6. Esfrie completamente antes de rechear. Recheio morno solta vapor e abre a massa na fritura.

Coxinha da Asa na Air Fryer com Colorau

Rende 4 porções. 45 minutos, dos quais 25 são de air fryer.

  • 1 kg de coxinha da asa de frango
  • 6 g de colorau
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de alho em pó
  • 10 g de sal e 2 g de pimenta do reino em pó
  • 1 limão
  1. Seque as coxinhas com papel e tempere com sal, alho e limão 20 minutos antes. Pele úmida não forma crosta: a água da superfície precisa sair antes de o ar quente chegar.
  2. Misture o colorau ao azeite frio até virar uma pasta laranja. Esta é a única situação em que o pó não vai na gordura quente: o cesto faz o aquecimento, e colorau seco jogado na carne voa com a turbina e queima na resistência.
  3. Envolva as coxinhas na pasta com as mãos, uma a uma. Cada peça precisa sair coberta; ponto sem gordura é ponto que fica pálido no final.
  4. Air fryer a 190 °C por 25 minutos, virando aos 12, em camada única. Pedaços empilhados prendem vapor entre si e a pele não chega a secar.
  5. Deixe 3 minutos no cesto já desligado antes de servir. Fora do jato de ar a pele termina de firmar e o suco volta para a carne junto ao osso.

Erros de quem usa colorau pela primeira vez

  • Jogar o pó direto na água ou no caldo. A bixina não é solúvel em água: ela fica suspensa, sobe e forma pontinhos vermelhos na superfície enquanto a comida continua branca. Sem gordura no meio do caminho, o colorau só suja o caldo.
  • Fritar o colorau em óleo fumegante. O fubá que serve de veículo queima em menos de 40 segundos acima de 180 °C, e o que era cor de telha vira marrom com amargor de café queimado. Fogo médio e cronômetro curto.
  • Usar colorau esperando sabor de páprica. São produtos diferentes: a páprica é pimentão desidratado e tem sabor próprio, o colorau é semente de urucum com fubá e tem sabor discreto. Quem quer sabor além da cor precisa somar páprica doce ao colorau, não trocar um pelo outro.
  • Exagerar na quantidade para escurecer o prato. Acima de 12 g por quilo o fubá se acumula, o caldo fica com textura de mingau ralo e a comida ganha gosto de milho cru. Cor mais forte se consegue com gordura melhor, não com mais pó.
  • Colocar o colorau nos últimos minutos. O amido precisa de pelo menos 10 minutos de cozimento para hidratar. Adicionado no fim, ele deixa aquela sensação arenosa na língua que muita gente confunde com tempero vencido.

Como guardar e por quanto tempo dura

Colorau é o tempero da despensa que mais perde cor com luz. A bixina se degrada por fotoxidação: um pote transparente em prateleira iluminada perde tom visível em oito semanas, e o pó que era vermelho-alaranjado fica com um bege apagado que não tinge mais nada. Guarde em pote opaco, ou em vidro escuro dentro do armário fechado, longe da janela e a pelo menos meio metro da boca do fogão.

Fechado e ao abrigo da luz, o produto mantém cor e aroma por 12 a 18 meses. Depois de aberto, conte cerca de 8 meses de bom desempenho: ele continua seguro por mais tempo, mas você vai perceber que precisa de duas colheres onde antes bastava uma — e aí o fubá começa a pesar no prato. Um teste simples: esfregue uma pitada entre os dedos molhados. Se a mancha alaranjada aparecer forte na pele, o pó ainda serve. Se a mancha for pálida, o colorau já entregou o que tinha e vale substituir. Nunca guarde perto de temperos muito aromáticos abertos, como cravo e canela, porque o fubá absorve odores com facilidade.

Perguntas rápidas

Colorau e colorífico são a mesma coisa?

Sim. Colorífico é o nome técnico que aparece no rótulo, colorau é como o produto é chamado na maior parte do Brasil. Os dois designam urucum moído misturado a fubá ou farinha de milho, com ou sem sal. Regionalmente também aparece como urucum industrializado ou, no Nordeste, simplesmente como o pó vermelho da comida.

Colorau é a mesma coisa que açafrão?

Não. Colorau é urucum com fubá e dá cor alaranjada com sabor discreto. Açafrão verdadeiro são os estigmas do Crocus sativus, caríssimos, com aroma marcante. Açafrão da terra é cúrcuma, uma raiz amarela de sabor terroso. Os três tingem, mas só o colorau é barato e neutro o suficiente para entrar em quase todo prato salgado do dia a dia.

Quanto colorau usar por quilo de carne?

Use 8 g por quilo de carne bovina ou suína e 6 g por quilo de frango, sempre dissolvidos em gordura quente antes de a carne entrar. Uma colher de sopa rasa pesa aproximadamente 8 g. Acima de 12 g por quilo o fubá do produto começa a deixar textura arenosa no caldo.

Colorau muda o sabor da comida?

Muito pouco, e é por isso que ele é usado no Brasil inteiro. O urucum traz uma nota terrosa e levemente amadeirada, quase imperceptível nas doses normais. O que muda o sabor de verdade é o erro: colorau queimado amarga, e colorau em excesso deixa gosto de milho cru.

Dá para usar colorau na air fryer?

Dá, desde que ele vá misturado a óleo, nunca seco. Faça uma pasta com 6 g de colorau e 2 colheres de sopa de azeite para cada quilo de frango, passe na carne e leve a 190 °C por 25 minutos, virando na metade. Pó seco no cesto voa com o ar quente e queima nas resistências.

Colorau tem glúten ou é alergênico?

O urucum em si não contém glúten, mas o veículo pode ser fubá de milho ou farinha de trigo, dependendo da formulação. Quem tem doença celíaca precisa conferir o rótulo do lote comprado. Há relatos raros de sensibilidade ao urucum, geralmente cutânea, sem relação com o glúten.

Posso substituir colorau por páprica na mesma quantidade?

Pode substituir a cor, mas não o comportamento. A páprica doce tem sabor próprio e mais adocicado, tinge menos e queima ainda mais rápido. Use dois terços da quantidade de páprica em relação ao colorau e acrescente-a mais tarde no cozimento, para não amargar.

Vale mais a pena comprar colorau em sachê ou a granel?

Quem cozinha em casa gasta 80 g em cerca de dois a três meses e faz bem em comprar o sachê, que chega fechado e mantém a cor. Quem faz marmita, tem restaurante ou cozinha para muita gente consome esse volume em uma semana e economiza comprando a granel, desde que transfira o produto para pote opaco.

Os pratos deste guia se apoiam em quatro produtos com funções diferentes: o Colorífico (Colorau) Granuz 80g é o responsável pela cor de base de arroz, ensopado e farofa; a Páprica Doce Granuz entra quando você quer cor e sabor juntos, principalmente em frango assado; o Alho em Pó Granuz resolve a base aromática em preparos rápidos como recheios de salgado; e o Açafrão da Terra (Cúrcuma) Granuz é a escolha quando o prato pede amarelo e um fundo terroso, não o laranja avermelhado do urucum. Para cozinha profissional e para quem produz marmita em escala, o Colorau a granel faz sentido evidente: uma cozinha que serve 200 pratos por dia gasta perto de 500 g por semana, e o mesmo raciocínio de custo aparece no nosso guia sobre por que comprar tempero em granel vale a pena. Se você quer ver o colorau trabalhando dentro de um prato inteiro, vale ler a galinhada de panela, onde ele tinge o arroz junto com a gordura do frango, e o frango com quiabo mineiro, que usa a mesma lógica de refogado colorido antes do caldo entrar. Para entender de onde vem cada pó vermelho da sua despensa, o guia como usar colorau para dar cor à comida completa o assunto.

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