Foto apetitosa de pastel de forno em destaque, ilustrando a receita apresentada no blog Granuz

Pastel de Forno: A Massa que Fecha com Garfo

Tempo de leitura: 8 minutos.

Pastel de forno é outra espécie do pastel de feira: enquanto o de feira é fino, frito e cheio de bolhas, o de forno é amanteigado, dourado de gema e fechado com a marquinha de garfo que é assinatura de mãe e de padaria do interior. A massa fica pronta em 10 minutos sem descanso obrigatório, os recheios são os mesmos queridos de sempre, e o forno faz vinte de uma vez, sem óleo, sem espirro e sem vigiar frigideira. É o salgado de lancheira, de visita e de venda que mais perdoa iniciante.

E congela cru com perfeição: a assadeira do freezer vira lanche pronto de 25 minutos pelo mês inteiro.

A massa amanteigada (10 minutos, sem mistério)

  • Na tigela: 3 xícaras de farinha de trigo, 150 g de manteiga gelada em cubos, 1 colher de chá rasa de sal.
  • Areie com as pontas dos dedos até virar farofa grossa, como na massa podre da torta: manteiga visível é crocante garantido.
  • Dê liga: 1 ovo + meia xícara de leite frio, aos poucos, só até formar bola lisa. Sovar é proibido: massa de pastel de forno trabalhada demais encolhe e endurece.
  • Descanso de 20 minutos na geladeira se der tempo: abre melhor. Sem tempo, funciona assim mesmo.

Os recheios (a lei do quase-seco)

A regra única: recheio FRIO e QUASE SECO. Recheio molhado vaza, abre a borda e empapa a base. Os campeões:

  • Frango cremoso: desfiado bem reduzido com requeijão: o mesmo padrão-ouro da coxinha.
  • Carne moída: refogada com 1 colher de chá de colorau (a cor de pastel de padaria vem daí), azeitona picada e ovo cozido, seca na frigideira antes de esfriar. O guia de temperar carne moída é o alicerce.
  • Queijo com orégano: mussarela em cubos pequenos (fatia derrete e vaza; cubo segura) com chuva de orégano.
  • Palmito refogado: picado, refogado com cebola e BEM escorrido: o clássico elegante.

Montagem, garfo e forno

  • 1. Abra a massa na bancada enfarinhada com meio centímetro de espessura e corte discos de 10 cm (copo grande ou cortador).
  • 2. 1 colher de sopa de recheio no centro de cada disco: a gula na montagem é a mãe da borda aberta.
  • 3. Feche em meia-lua, apertando a borda com os dedos, e sele com o GARFO enfarinhado: a marquinha é estética E vedação.
  • 4. Pincele gema misturada com 1 colher de chá de água: é ela que doura de vitrine.
  • 5. Forno 200 °C por 20 a 25 minutos, até o dourado profundo. Assadeira com papel-manteiga dispensa untar e facilita a vida.

Os erros que abrem o pastel

  • Recheio úmido: o vilão absoluto. Quase seco é a lei.
  • Recheio demais: disco de 10 cm carrega 1 colher, não 2. A borda precisa de espaço para selar.
  • Borda sem garfo: dedo aperta, garfo TRAVA. Os dois juntos é o seguro completo.
  • Massa sovada: encolhe no forno e abre a costura. Juntou, parou.
  • Forno fraco: 160 °C resseca antes de dourar. Forno forte e rápido é o espírito do pastel.

Perguntas frequentes sobre pastel de forno

Congela cru ou assado? Cru é superior: montados e pincelados, congelam em tabuleiro e vivem 3 meses no saco. Do freezer direto ao forno com 5 minutos extras: sai como feito na hora, porque foi.

A massa pode ser de véspera? Pode, embrulhada na geladeira. Tire 15 minutos antes de abrir: gelada demais, ela racha; no ponto, abre como pano.

Rende quanto? Uns 20 pastéis de 10 cm. Dobre a receita para festa ou encomenda: o trabalho de abrir é quase o mesmo, o rendimento dobra.

Qual a diferença para a torta e para a coxinha? Família dos salgados com ofícios próprios: a torta de massa podre é a travessa de almoço, a coxinha é a fritura de festa, e o pastel de forno é o lanche portátil de todo dia. As três massas se aprendem em um fim de semana.

Dá para fazer doce? Dá e vende: goiabada com queijo (o Romeu e Julieta assado), banana com canela, doce de leite. Açúcar com canela por cima da gema antes do forno faz a versão de padaria mineira.

Serve frio? É dos raros salgados que ficam dignos frios: a manteiga da massa segura a textura. Por isso reina na lancheira e no piquenique.

No próximo domingo de tarde livre, areie a manteiga na farinha, seque bem o recheio e feche cada meia-lua com a marquinha de garfo: quando a assadeira sair dourada e o primeiro pastel sumir antes de esfriar, a marquinha vira assinatura da casa, como sempre foi nas melhores famílias.

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