Como Tirar MEI para Venda de Alimentos: Guia Completo 2026
Share
Tempo de leitura: 8 min
Tirar MEI para venda de alimentos é, na prática, escolher o CNAE certo de alimentação e abrir o cadastro gratuito no Portal do Empreendedor (gov.br). Em poucos minutos você sai com CNPJ, passa a pagar um imposto fixo mensal baixo e ganha o direito de emitir nota fiscal, comprar no atacado com CNPJ e contar com INSS e aposentadoria. Tudo de graça, sem despachante.
Antes de você se perder em sites que cobram pra fazer o que é gratuito, deixa eu adiantar: o MEI é o caminho mais barato e mais rápido para sair da informalidade na venda de comida. Vou mostrar quais CNAEs servem, o passo a passo real e as obrigações que ninguém te avisa antes de você assinar.
O que é o MEI e por que ele resolve
O MEI (Microempreendedor Individual) é a forma mais simples de formalizar um negócio pequeno no Brasil. Você fica com CNPJ, paga um valor fixo mensal (não uma porcentagem do que vende) e passa a ter cobertura previdenciária. Para quem vende salgado, marmita, bolo ou tempero, é a porta de entrada que transforma o "bico" em negócio de verdade, com nota e acesso a preço de atacado.
Limites e custo do MEI em 2026
Antes de abrir, saiba onde ficam as linhas:
- Faturamento máximo: R$ 81.000 por ano, o que dá uma média de R$ 6.750 por mês.
- DAS mensal: em torno de R$ 71,60 para comércio e indústria, somado a R$ 5 de ICMS. É o seu único imposto fixo.
- Funcionário: você pode ter até 1, ganhando salário mínimo ou o piso da categoria.
- Sem Imposto de Renda adicional sobre o negócio: o DAS já resolve a parte tributária básica.
Estourar o teto não é o fim do mundo, mas exige planejamento: passou de R$ 81 mil, você migra para Microempresa (ME) no Simples Nacional. Melhor crescer sabendo disso do que tomar susto.
Quais CNAEs escolher para vender alimentos
O CNAE é o código que diz ao governo o que você faz. Escolher o errado trava nota e pode te deixar sem o alvará certo. Estes são os que mais servem para o ramo de comida:
- 5611-2/03: Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares.
- 5611-2/01: Restaurantes e similares.
- 5612-1/00: Serviços ambulantes de alimentação (food truck, carrinho, barraca).
- 5620-1/04: Fornecimento de alimentos preparados para empresas, o CNAE das marmitas.
- 4729-6/02: Comércio varejista de mercadorias em geral (útil pra quem revende secos, como tempero e granel).
- 1091-1/01: Fabricação de produtos de panificação (pães, salgados assados).
- 1092-9/00: Fabricação de biscoitos e bolachas.
Você escolhe 1 CNAE principal e pode adicionar até 15 secundários, sem custo. Quem faz marmita e também vende doce, por exemplo, marca os dois. Na dúvida, registre o que descreve melhor a sua maior fonte de renda como principal.
Como abrir o MEI passo a passo
1. Separe os documentos
Tenha em mãos RG ou CNH, CPF, título de eleitor (ou o número do recibo da última declaração de Imposto de Renda) e um comprovante de residência. Só isso.
2. Acesse o site oficial
Entre em gov.br/empresas-e-negocios e clique em "Quero ser MEI". Faça login pela conta gov.br. Repito o aviso: não pague nenhum site pra isso, o cadastro é 100% gratuito.
3. Preencha os dados
Informe dados pessoais, o endereço onde o negócio funciona (pode ser a sua casa, na maioria dos municípios), os CNAEs e o capital social (o valor que você está colocando no negócio, pode ser modesto).
4. Emita o CCMEI
Pronto: você recebe na hora o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual. É o seu CNPJ ativo, e com ele já dá pra emitir nota e comprar no atacado.
As obrigações que vêm depois (e onde a maioria escorrega)
Abrir é fácil. Manter em dia é o que protege o seu CNPJ:
- Pague o DAS até o dia 20 de cada mês. Atrasar gera juro e, acumulado, pode cancelar o MEI.
- Declare o faturamento anual (a DASN-SIMEI) até 31 de maio do ano seguinte. É rápido e obrigatório, mesmo que você tenha faturado pouco.
- Emita nota fiscal nas vendas para empresas (B2B). Para consumidor final, em geral não é obrigatório, mas ajuda no controle.
- Guarde os recibos e notas de compra. É o que prova o seu custo e organiza a sua margem.
O melhor uso do CNPJ: comprar no atacado e proteger a margem
Aqui está a vantagem que paga o esforço de se formalizar. Com CNPJ na mão, você compra como empresa: pega nota em tudo, acessa preço de atacado e para de pagar caro no varejo. Para quem trabalha com comida, o tempero é o melhor exemplo de onde isso vira dinheiro no bolso.
Comprar condimento em sachê de supermercado custa de 60% a 89% mais por grama do que comprar a granel. A linha Granel da Granuz foi montada pensando em Food Service e em MEI da alimentação: embalagens de 250 g a 2 Kg, nota fiscal em todo pedido e os carros-chefe da cozinha brasileira, como o orégano a granel, a páprica defumada e o cominho em pó, por uma fração do preço do sachê. Se o seu negócio é marmita, vale ver também o passo a passo de como abrir uma marmitaria do zero.
Perguntas frequentes
MEI pode vender alimentos feitos em casa? Pode. Os CNAEs 5611-2/03 ou 5620-1/04 permitem vender comida preparada em casa. O que você precisa garantir é o alvará sanitário da prefeitura, que regulariza a cozinha.
MEI pode atender empresas (B2B)? Sim. Com o CNAE de marmita empresarial (5620-1/04) você fornece para empresas e emite nota fiscal normalmente, que é o que o cliente PJ vai exigir.
Qual é o limite de faturamento do MEI em 2026? R$ 81.000 por ano. Acima disso, é hora de migrar para ME (Microempresa) no Simples Nacional, mantendo o negócio formal.
O MEI tem direito a INSS e aposentadoria? Tem. Parte do DAS (5% do salário mínimo) já é a sua contribuição ao INSS, o que dá direito a aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.
Quanto custa abrir o MEI? Nada. A abertura é gratuita no site do governo. O único custo é o DAS mensal depois que o CNPJ está ativo. Qualquer site cobrando taxa de abertura é intermediário, não o canal oficial.
MEI precisa de contador? Não é obrigatório. A contabilidade do MEI é simplificada e você mesmo consegue pagar o DAS e fazer a declaração anual. Conforme o negócio cresce, um contador ajuda, mas não é exigência.
Posso ter MEI e ser CLT ao mesmo tempo? Pode, na maioria dos casos. Você consegue manter o emprego com carteira assinada e tocar o MEI em paralelo, desde que o seu contrato de trabalho não proíba.
Formalizar é o passo que destrava preço de atacado, nota fiscal e tranquilidade com o fisco. Tirou o MEI? O próximo movimento inteligente é comprar bem: conheça a linha Granel da Granuz e use o seu novo CNPJ pra baixar o custo da cozinha desde o primeiro pedido.